sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Foi assim, como um resto de sol no mar...

Algumas pessoas vivem um eterno passado. Sempre achei estranho isso. Concordo que o passado nos transforma no que somos hoje, mas não concordo que vivamos das glórias ou dos sofrimentos de outrora. Não vejo sentido nisso.

Tive um trelelê com um sujeito que passava a vida a contar dos carros que teve, da época que morava em Ipanema, na Barra da Tijuca, do veleiro que possuiu e dos grandes negócios que fez. Parecia-me que ele andava numa maré de azar, como acontece com tanta gente. Ele estava "entre empregos" e vivia em casa dos pais em São João de Meriti. Nada do que me contara tinha sido invenção. Aos poucos fui percebendo que ele, mal começava a trabalhar e ganhava seu primeiro salário, fazia o leasing de um carro, alugava um apê na zona sul e ultrapassava o limite do cartão de crédito em lojas e restaurantes. Poucos meses depois, já estava o pobre homem pedindo guarida aos pais, em São João de Meriti. Eu o conheci com trinta e poucos anos. Ele hoje tem cinquenta e quatro e continua exatamente do mesmo jeito.

Outro senhor, que conheço há bem menos tempo e muito menos intimamente, viveu 14 anos no Brasil. Voltou há 18 anos para Portugal e passa a vida a dizer que "no Brasil isso..." e "no Brasil aquilo...".

Muitos aqui ainda fazem a conversão da moeda de euros para contos. Uma moeda que já não existe há 8 anos. E não estou aqui falando dos velhinhos nas aldeias não, falo dos jovens recém saídos das faculdades também. Os salários são pagos em euros, a economia é baseada no euro. Não se pode tentar buscar o valor de um produto sobre uma moeda que não existe. Muitas vezes me perguntam: "Isso é quanto em contos?" Eu simplesmente me recuso a responder. Apesar de ter procurado saber, por curiosidade, o valor do escudo e o que eram os "contos", não compactuo com a eternização da ignorância.

Há poucos dias tive uma visita deliciosa, um colega de colégio da época do segundo grau, na ENCE. Acabei por me lembrar de um professor de Geografia, que havia lutado na 2ª Guerra, por seis meses, em 1945. Nós estávamos em 1982 e invariavelmente ele revivia tristes fatos ocorridos há  trinta e sete anos. Ele viveu rotulado como o homem que veio da guerra. Parecia que a vida dele não era interessante no presente e que a tal luta que nem ao menos era dele, havia suplantado todos os seus interesses. Há poucos dias atrás conheci outro homem que me causou a mesma estranheza.

São mulheres com casamentos desfeitos, viúvas de luto fechado por anos a fio, num eterno Vale a Pena Ver de Novo.

Será que sou eu que, negligenciando o meu passado o chuto para debaixo do tapete, feito poeira? Será que a autocomiseração é um exercício que deva ser praticado com maior intensidade e eu perdi este ensinamento? Será que eu olho a minha vida sob uma ótica colorida quando na realidade ela deveria ser preto e branco? Dois casamentos desfeitos é derrota extrema para que alguém ouse ser feliz? A orfandade pode me condenar à lamúria eterna? Não, estas questões não podem ter respostas afirmativas.

Eu ainda procuro o filme Ardida como Pimenta (Calamity Jane), com Doris Day de 1953 e isso é o máximo do saudosismo a que chego.

Verónica Vidal

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Toca a Minha Vuvuzela, Meu Filho!

Ai, ai, ui, ui! Euzinha, que não entendo nadica de nada de futebol, ando por aqui em pulgas com essa copa do mundo. Só para atualizar, escrevo isto numa quarta-feira, dois dias antes do bate bola com a Holanda. Já descobri que esperamos mesmo é fazer uma laranjada daquela equipe de homens nórdicos, louros, altos, fortes, de olhos azuis, ai, ai, ui, ui! Eu, cá por mim, espremia as laranjas deles todinhas, todinhas! Nunca fui tão natureba. Ando doida por um suquinho...

Pois é. Eu preciso confessar que só assisto as partidas à espera do fim dos jogos, ou melhor, da troca de camisas. Nesta África do Sul a coisa andou mesmo a desejar. Não sei se pelo frio ou se por timidez, os meninos já não estão mais trocando as camisas como antigamente. Kaká foi trocar com Cristiano Ronaldo nos recônditos obscuros do vestiário, lugar onde a câmera não mostra nada. SA-CA-NA-GEM!

Outro protesto: Cadê o David Beckham, aquela dilicinha? Ficou em casa porque andava machucadinho, foi? Vem cá que mamãe trata do seu dodói...

Ontem, fui consolar meu fã clube português, já que los hermanos cravaram uma bolada no goleiro Eduardo - que por sinal, é totosinho. E não é que depois de uns vinhozinhos o lusitano já nem mais lembrava da escalação da equipe, ó pá? Então, fomos lá, comemorar no melhor estilo Zulu de ser, com aquele vuvuzelão poderosérrimo a gritar na minha frente. E Portugal provou que bate sim, um bolão - aliás, duas - só estavam era jogando no campo errado.

E vamo que vamo Brasil!!!!

Penélope Charmosa - brasileiríssima em campo. Não conhece impedimentos e se bobear, até o juiz mete um gol!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lucinha - uma história, uma vida

Lucinha era assim, não exatamente burra, não exatamente lenta, mas... era uma mulher, por assim dizer, fora do convencional. Foi aprendendo o ofício da costura com a mãe, lá no interior das Minas Gerais, até que um dia, partiu para trabalhar na cidade grande.

Em Belô, Lucinha se perdeu. Literalmente. Perdia-se nas ruas. Na volta para casa, admirava tudo que era prédio, admirava os moços bonitos. E daí, Lucinha se perdeu. No sentido figurado.. Mas nada era figurativo para o seu Zé, pai de Lucinha, que jurava ter a filha virgem e casta até aos dias de hoje, quando a moça, beirando os quarenta no RG mas sem nunca ter saído dos 32, já havia dado mais do que chuchu na serra.

Lucinha, perdida como era, perdeu-se de amores por um cearense bem dotado, corpo musculoso e um cadinho mais novo que ela. Conheceu o cearense através do carteiro, bom de papo, que lhe entregara correspondência errada. A moça, acreditando piamente no amor que dura para sempre, fez as malas e mudou-se para a casa do cearense que, não se sabe porque, passou a exigir muito mais da mesa e do banho do que da cama. A doce Lucinha que sonhava com uma vida de sexo selvagem diário - mas dentro dos bons costumes - viu-se a lavar, passar e cozinhar as comidas nordestinas preferidas do seu amado cearense. Um mês foi o suficiente para nossa querida heroína pedir penico. Com as unhas quebradas de tanto descascar macaxeira, volta para Belô. Seu Zé já não mais acreditaria na virgindade dela, depois de ter ido viver em concubinato libidinoso com um homem mas, pai é pai e acaba por aceitá-la de volta à família, ajuda a filha a pagar o aluguel de uma casinha nos subúrbios de Belzonte e a vida assim corre tranquila para a ex-donzela.

Até que...

Aparece um exemplar de homem alagoano na loja onde Lucinha trabalha. Homem forte, músculos saltitantes, pele trigueira e um cadinho mais novo que Lucinha. Ela sente o despertar de algumas coisas, o umedecer de outras tantas, sacode o cabelo para um lado e para o outro e vai atendender o alagoano, já fazendo planos de casamento no primeiro olá. Rola uma simpatia, o alagoano fareja uma chance de fornicação e, sem mais delongas, se enrolam nos fundos da loja, lá no cantinho do café e das vassouras mesmo. Lúcia Maria já praticamente distribuía os convites do casamento, imaginando-se vestida de noiva, com a ninhada de filhos que planejava, todos à volta dos pais, num domingo à tarde, a assistir o Faustão e a chupar picolé. Fez dieta, gastou o salário numa escova japonesa. Tudo para ele. Este sim, era homem de compromisso. Muito diferente do cearense. Afinal, este era alagoano! Outra coisa! Falava alto, em frente ao espelho, seu nome completo seguido do sobrenome do alagoano, para testar o som de seu futuro nome de casada. Fazia um gesto de aprovação. "Sim, ficou muito bom."

Até que...

Ritinha era a mocinha que trabalhava na lanchonete ao lado da loja de Lucinha. O alagoano tava comendo. Sim, comendo a Ritinha.

Lúcia Maria queria ir no salão pedir o dinheiro da escova japonesa de volta, mas o viado não concordou, dizia que não tinha nada a ver com o pato. As pessoas são mesmo muito incompreensivas hoje em dia.

Verónica Vidal - Lucinhas existem, de verdade. São a vergonha da classe feminina. Se você é uma Lucinha, não leia isso.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Impróprio para menores

A estação quente aportou agora por aqui e isso deixa mamãezinha acesa feito pirilampo. Cada mato deserto e escuro que passo daria um bom lugar para um fudenique. Por algum motivo que eu não sei qual é, imagina-se que sexo ao ar livre seja coisa de adolescente ou pós-adolescente sem dinheiro para pagar um motel. Ou coisa de tarado que queira publicitar sua libido nos youtube da vida. Nada disso, crianças.

Imaginem vocês que, numa clara noite de luar do verão passado, estava euzinha com meu garanhão a circular pelos pinhais à procura de um bom e ermo lugar onde pudéssemos dar vazão ao nosso furor selvático, já prevenidíssima com o meu kit-fudenic - entenda: uma manta para forrar o chão, evitando assim as indesejáveis formigas na bunda, um vinho tinto do bom, pra ajudar a entrar no clima, uns queijinhos e uns moranguinhos, para dar um tchan à coisa - quando damos de frente com um carro conhecido. Ok, mudamos de direção e seguimos por outros atalhos, picadas, caminhos. Encontramos uma clareira que era a cara dos escritos do Monteiro Lobato: sempre há uma clareira nas picadas por onde Pedrinho anda. Pois bem, concordamos que a tal clareira era ideal para nossas práticas libidinosas quando, já de kit na mão, e calcinhas no joelho, percebemos que não éramos os únicos. Mais alguém brincava de "A Cuca vai Pegar" naquela floresta.

Fala sério! Eu moro numa aldeia! Eu deveria ser a única representante da sem-vergonhice local. Sou brasileira, vendida em cartões postais de fio dental e filmes pornôs sem fio nenhum. Venho do país onde tudo pode, pensam os desavisados, que nunca pisaram o pé europeu em solo tupiniquim mas de tudo sabem, de tudo entendem. E eu ainda tenho que disputar espaço com os defensores da boa imagem e da família?

Não adiantaria nada gritar e espernear. Mudamos de clareira. Não foi a mesma coisa, mas eu não voltaria com meu kit intacto para casa, nem a cacete. Sou brasileira, não desisto nunca!

Verónica Vidal (com ajuda de Penélope Charmosa, é claro, porque eu não escrevo estas coisas de sacanagem, não)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Penélope Repaginada

É, voltei! E mudei de roupa. Sou mulher, canso da mesma roupa todos os dias, e mudo. Uniforme é bom para economizar nossos modelitos, para não termos que pensar no que vestir no dia seguinte e coisas assim, mas chega uma hora que dá um ódio mortal do repelente tailleur barato e mudamos de emprego só por causa do raio do uniforme. Não precisei chegar a tanto, descobri que haviam outras roupas no armário do blog e resolvi variar. Aproveitei também para dar uma repaginada no visual - neste caso, no meuzinho mesmo. Sei lá, cansei de ser baixinha e gordinha. Como as dietas não funcionam lá muito bem comigo, acho que vou comprar uma cinta e uns sapatos de salto alto.

Essa coisa de gordinha é mesmo uma merda. De um lado, falamos e ouvimos dizer que o que vale é o conteúdo, a cabeça, a personalidade. De outro, estampadas nas revistas só estão as fotos das barrigas chapadinhas, dos biquinis minúsculos. Por que motivo revista de dieta só tem foto de comida? Me dá uma fome! Não tenho mais dedos nas mãos para contar as tantas e tantas vezes em que li uma revista do tipo Dieta Já, Emagreça Imediatamente ou que cacete é, com uma pacote de Negresco no colo, a ser compulsivamente esvaziado.

E sair para comprar roupa então? É o caos! Homens, porque vocês acham que mulher AMA sapatos e bolsas? Porque estes SEMPRE cabem em nós! Poucas coisas no mundo são mais deprimentes do que estarmos num provador de loja, com umas 25 peças de roupa, experimentar todas e nenhuma servir. As que entram em nosso avantajado corpinho nos deixam com aquela aparência de geladeira antiga, quadrada dos lados e arredondada na frente. E logo vem uma FDP de uma magrela a dar conselhos úteis, como: Não precisa deixar de comer, dê uma corridinha... Vaca! Achas tu que os dígitos da balança subiram como? Fazer um gordo correr da sala para a cozinha já é grande feito! Tá certo, eu posso não estar ainda precisando de um guindaste para me arrancar de cima da cama, mas se o fecho dos meus jeans de 1998 não fecham como deveriam, eu tenho todo o direito de esbravejar furiosamente.

Na verdade, na verdade, estamos aqui a tagarelar sobre roupas, mas o pior mesmo é o momento sem roupa: Na hora H, não há strip que se mantenha sensual quando aquele bucho cai no momento de descer a calcinha. É precisamente neste momento que eu odeio de morte os biscoitos Negresco e afins. A Nestlé sabota a minha vida sexual e o meu sonho de filmar um porno doméstico com meu garanhão. Sempre comparei o sexo à comida. Ambos, se não forem praticados com cuidado, engordam. Nos dois casos, se for bom é o céu, se for mau é uma tortura infernal. Na comida podemos usar, mas não abusar, dos temperos. Nem todos combinam entre si. Um casal que só tempera seu bifinho com sal, não deve ir além dos lubrificantes. Já aquele que carrega na pimenta, conhece temperos de nomes exóticos e tem folhinhas de sálvia por cima do prato, pode perfeitamente gastar seu salariozinho na sex shop da esquina e ficará bem servido.

Enfim, babies, acho que a cinta não me vai ajudar nestas horas. Licença, que vou explodir a Nestlé.

Penélope (ainda charmosa, mas rotunda)

terça-feira, 25 de maio de 2010

"E de quimeras mil, um castelo ergui"

E porque temos história. Histórias de contar e histórias de sonhar. Nasci e sonhei que a minha vida de verdade era a vida de mentira que eu inventava. Tão repleta de aventuras, tão cheia de intrigas, tão janeteclaireana!

Da minha primeira infância lembro da jardineira cor-de-rosa com uma laranja bordada no centro do peito, exatamente igual à da minha irmã, que a usava nos mesmos dias que eu. "Parecem gêmeas!" Diziam. E lembro de contar as bolhas que se formavam nas poças d'água, em dia de chuva. Debruçada sobre o parapeito da janela, trepada no braço do sofá de napa grená, ficava eu um sem fim de tempo, a contar: a bolha grande era o pai, a outra a mãe, a menor o filhinho, e, mal contava o filhinho, a bolha-pai já havia estourado. E contava e recontava. Essa cena me veio à cabeça quando lia um post no blog do jacaré molhado. Acho que nasci assim. Inventadeira de histórias. Nunca fiz nada, mas nas minhas histórias já fiz de um tudo. Sou filha do meio.

Ser filha do meio é uma coisa muito mais ou menos. Não somos primogênitas nem somos caçulinhas. Estamos misturadas ao resto da prole que veio vindo. E assim, eu precisava ser especial nalguma coisa. E inventei que era. E virei órfã adotada, virei estrangeira, virei viajada, inventei tanto que acabei por me transformar nalgumas das minhas invenções. Até que descobri que todo mundo inventa, somos todos criaturas criadas pela necessidade do uso das máscaras caiadas que escondem as horrendas cicatrizes dos nossos rostos. E assim vivemos, num carnaval de Veneza, em bailes diários de efêmeras purpurinas, que nos enchem os olhos de brilho e nos cegam o senso. E lipoaspiramos as nossas vergonhas, esticamos o nosso passado, até que ele se torne tão transparente que já não mais nos lembramos dele. E nos cobrimos com mantos Prada, Chanel, apenas o suficiente para mostrarmos as nossas mentiras, o nosso peito de plástico, a nossa cara de Barbie. E essas mentiras já não mais são criticadas, porque já perdemos a capacidade de enxergá-las, tamanho é o desejo de que se tornem verdades. 

E tatuei teu nome no meu coração, marquei minh'alma a ferro com a tua letra, para que, se um dia meu peito se torne de plástico e minha cara se torne de Barbie, minha essência não seja contaminada e tu não me sejas aspirado pela futilidade que então se tornaria a minha vida.

Verónica Vidal

sábado, 24 de abril de 2010

POR QUE METADE DE MIM É PAIXÃO E A OUTRA METADE É VOCÊ

Ela vive paixões. E não admite uma vida sem paixão, sem que o coração viva aos saltos e faça o sangue correr mais rápido nas veias, ruborescendo faces e suando mãos. E assim sempre foi.

Aprendeu a falar línguas estranhas porque queria ser diferente. Foi trabalhar com gente diferente porque vivia num mundo que não era o dela, ou talvez o mundo em que vivia fora feito para outra pessoa, e ela teimava em lá estar por engano.

Era atriz. Vivia papéis. Era mestre. A sala de aula era seu palco, a turma sua platéia. Viveu o papel de mulher auto-suficiente quando já não era mais suficiente que assim fosse. E você apareceu. E tomou-a de paixões, de propósito, sabendo que ela era mulher de paixões. E assim ela empacotou seu trabalho estranho e desmontou seu palco, e foi viver numa terra estranha, por causa. de você. E já não trabalhava mais com gente diferente nem tinha mais um palco para atuar e, posto que era atriz, perdeu seu papel. E adoeceu de uma doença, sem cor e sem sabor, mas com cheiros e visões. E em meio a cansaços, lágrimas, ardores e vômitos, ela já não mais queria atuar, não desejava mais os palcos, antes ardia pelas cavernas, almejava o escuro. Já não queria sentir o sangue correr, antes desejava ficar quietinha, encolhida, misturada aos seus cheiros de éter e vômito e aos cabelos que lhe fugiam. Queria dormir para que o mundo voltasse a ser estranho para ela e não mais que ela continuasse a ser estranha para o mundo. Não queria ver pessoas, não queria saber do mundo. Despiu-se da beleza, ganhou olhos vermelhos, manchas e um corpo disforme.

Mas não se pode dar ao luxo de sofrer derrotas, porque, sendo mulher de paixões que é, acabou por te contaminar, moço. E tornou-se responsável por ti, posto que te cativou e precisava fazer valer a máxima do Pequeno Príncipe. Tinha agora a responsabilidade de voltar a viver seus papéis na vida, mas desta vez, em dueto. Porque ouviu Oswaldo Montenegro, e descobriu qual era a sua metade, e que não se pode dançar uma valsa sozinha, ao som dos bandolins.

VERÓNICA VIDAL